sábado, 5 de novembro de 2011

O SANTUÁRIO NÃO SE MOVE

A publicidade que vende [e mente] o Setor Noroeste de Brasília como ecovila sustentável sonho de consumo da “alta classe” brasiliense continua. Mas não mais forte que a luta pela preservação do Santuário dos Pajés. Índios Tapuya-Fulni-ô, estudantes, movimentos organizados e sociedade civil continuam na batalha pela demarcação da área do Noroeste como território tradicionalmente indígena e contra as obras das empresas que insistem em ir adiante.


Indícios e estudos, já confirmados por especialistas antropólogos, apontam que desde 1957 (ainda no início da construção de Brasília) a área, antes chamada de Fazenda do Bananal, já era ocupada por diferentes etnias, se firmando ali os Fulni-ôs. Mas a Funai resiste em legitimar o laudo.

“Em 1957, no início do processo de construção de Brasília, estimava-se que mais de 80 etnias indígenas residiam e transitavam pela área original da Fazenda do Bananal, agora chamada de Santuário dos Pajés. Doze Fulni-ôs vieram para Brasília para trabalhar na construção da cidade e, ao chegar ao local, imediatamente começaram a erguer a casa de reza do Santuário, utilizá-la e a defendê-la”. (Dados do Site coletivo do Movimento Santuário Não Se Move)

As ações em defesa do Santuário dos Pajés são diárias e o Movimento Santuário Não Se Move conclama a participação de todos os cidadãos que apóiam a permanência de direito dos Tapuya-Fulni-ô, a manutenção da tradição indígena (cultural e religiosa) e a preservação do Cerrado que existe na área em questão.

O Movimento criou um site coletivo que contém informações sobre todo o processo que envolve a tentativa de criação do Noroeste em terras de direito dos índios. O site mostra vídeos, documentos, atualizações sobre as ações do Movimento e dúvidas sobre este [des]caso diante da questão indígena, cultural e ambiental da capital do País.

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